Perita Oficial do Tocantins e vice-presidente da ABC e do Sindiperito participa de visita técnica ao Instituto Nacional de Criminalística durante evento de segurança pública

10/03/2026 10/03/2026 09:27 5 visualizações

Da Ascom

Peritos criminais de diversos estados brasileiros participaram, na quarta-feira (4), de uma visita técnica ao Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal, em Brasília (DF). A atividade integrou a programação da II Conferência Internacional de Segurança Pública – iLab Segurança 2026 e reuniu especialistas que atuam nas redes interfederativas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) ligadas à Polícia Científica.

Entre os participantes esteve a vice-presidente da Associação Brasileira de Criminalística (ABC) e do Sindicato dos Peritos Oficiais do Tocantins (Sindiperito), a perita criminal Dunya Wieczorek Spricigo de Lima, que representou o estado nas discussões técnicas realizadas durante o encontro.

De acordo com Dunya Wieczorek, o Grupo de Trabalho Interfederativo (GTI) da Perícia Oficial reúne representantes de diferentes entes federados para discutir prioridades estratégicas da área junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“O Grupo de Trabalho Interfederativo da Perícia Oficial é composto por representantes dos entes federados e foi instituído com o objetivo de discutir e definir as prioridades estratégicas da perícia oficial criminal junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública”, destacou.

Dunya explicou ainda que o evento realizado em Brasília reuniu especialistas, gestores e profissionais da área de segurança pública, além de apresentar tecnologias e equipamentos voltados às forças de segurança. “Entre os dias 3 e 6 de março foi realizada a II Conferência Internacional de Segurança Pública – ILAB-Segurança, evento que reuniu especialistas, gestores e profissionais da área, além de promover uma feira de tecnologias, equipamentos e insumos voltados às forças de segurança”, afirmou.

Segundo a Perita Oficial, aproveitando a realização da conferência, o Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica (CONDPCI) e o GTI da Perícia Oficial promoveram reuniões de trabalho e visitas técnicas ao Instituto Nacional de Criminalística.  “O objetivo foi conhecer novas tecnologias, metodologias e soluções aplicadas à perícia federal, buscando identificar práticas e inovações que possam contribuir para o fortalecimento e aprimoramento da perícia oficial nos estados”, completou.

Durante a visita, os participantes conheceram o modelo de planejamento e execução das aquisições da Polícia Federal, responsável pela implantação de laboratórios periciais e pela incorporação de tecnologias utilizadas nas investigações criminais. Os peritos também tiveram acesso à estrutura física e tecnológica do INC, além de informações sobre os processos administrativos e logísticos aplicados na compra de equipamentos e na implementação de laboratórios com certificações internacionais.

O coordenador-geral de Orçamento e Finanças do FNSP, Eduardo Manso, destacou a importância do intercâmbio técnico para o fortalecimento das instituições de segurança pública.

“A visita ao INC permite que os peritos conheçam experiências consolidadas de planejamento e aquisição de equipamentos de alta tecnologia. Esse intercâmbio fortalece a eficiência e a economicidade das compras realizadas com recursos do FNSP e contribui diretamente para a modernização da Polícia Científica no País”, afirmou.

Cooperação entre instituições

Durante a agenda no instituto, os especialistas também trocaram experiências, identificaram oportunidades de padronização de equipamentos e conheceram os procedimentos adotados pela Polícia Federal para aquisição de materiais e implantação de laboratórios certificados.

A iniciativa busca ampliar a cooperação entre órgãos federais e estaduais, elevar o nível tecnológico das instituições e melhorar a qualidade das perícias criminais realizadas no país.

O intercâmbio técnico também contribui para a aplicação mais eficiente de recursos públicos e para o fortalecimento da capacidade de investigação criminal, ao difundir modelos de gestão e planejamento que podem servir de referência para as polícias científicas de diferentes estados brasileiros.