Perito do Tocantins lidera mobilização por cotas para pessoas com deficiência em concursos públicos

05/02/2026 05/02/2026 10:58 22 visualizações

O Perito Criminal Oficial, Cleudson de Araújo Correia, do Tocantins, tem se destacado nacionalmente na defesa da inclusão e da ampliação das cotas para pessoas com deficiência (PcD) em concursos públicos. A atuação envolve o envio de ofícios a autoridades, ações midiáticas e mobilização social, com o objetivo de dar visibilidade à pauta e pressionar por mudanças.

Em 2025, após tomar conhecimento de que o concurso da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) não previa vagas reservadas para PcD, o Perito encaminhou ofício ao Procurador do Distrito Federal, Dr. José Yuri Pinto Ribeiro, além de divulgar o caso em redes sociais e grupos de pessoas com deficiência, ampliando o alcance da pauta. Ele também estimulou autoridades a atuarem em defesa da inclusão, citando o próprio procurador como um dos que deram encaminhamento à demanda. 

A atuação do Perito Criminal do Tocantins resultou na abertura de 10 vagas para PcD, o equivalente a 20% da vagas no concurso da Polícia Militar do Distrito Federal. 

No documento enviado ao Procurador, Cleudson destacou datas simbólicas como o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, e o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, em 3 de dezembro, reforçando a importância da conscientização e da garantia de direitos. Ele também defendeu a necessidade de políticas públicas voltadas à inclusão no mercado de trabalho, com campanhas educativas, capacitação de instituições públicas e adaptação de ambientes laborais.

O Perito Criminal ainda apresentou dados do Distrito Federal que apontam que mais de 100 mil pessoas com deficiência residiam na região em 2021, o equivalente a 3,8% da população com dois anos ou mais, conforme o IBGE e o Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF). A maior parte possui deficiência visual, seguida por múltipla, física, auditiva e intelectual/mental, o que reforça, segundo ele, a urgência de políticas inclusivas em concursos e no serviço público.