Associação Brasileira de Criminalística completa nesta quinta-feira 45 anos de lutas e realizações em favor dos Peritos Oficiais e do povo brasileiro

22/09/2022 20/10/2022 15:15 149 visualizações

Da Ascom

A Associação Brasileira de Criminalística – ABC, entidade com caráter federativo, fundada em 22 de setembro de 1977, por iniciativa dos Peritos Oficiais do Brasil, completa hoje 45 anos de criação e tem muito a comemorar. Com sede e foro em Brasília/DF, a ABC congrega as entidades representativas dos Peritos Oficiais, ativos e inativos, da União, dos Estados e do Distrito Federal. Para comemorar a data, a entidade lançou um selo comemorativo dos 45 anos de criação da ABC. 

Em vídeo divulgado pela entidade, seu presidente, Perito Marcos Secco, falou das lutas e realizações da ABC nas mais de quatro décadas de história. ‘hoje 22 de setembro a Associação Brasileira de Criminalística completa 45 anos, mas nossa luta em defesa dos Peritos Oficiais e do uso da Ciência para combater o crime é mais antiga, já temos 28 entidades associadas, que juntas atuam para melhorar nossas condições de trabalho e qualificação, embora a autonomia administrativa e financeira da Polícia Científica já seja uma realidade em 19 estados, a ABC atua para que seja uma regra prevista no texto Constitucional, pontuou o presidente.

Marcos Secco também registrou sua gratidão a toda a categoria. ‘Agradeço a todos os Peritos Criminais que em cada canto do Brasil, dia a dia, atuam para aumentar a segurança pública e reduzir a impunidade, contribuindo para aprimorar o trabalho Pericial, parabéns’, finalizou o presidente. 

 

A Perita Oficial do Tocantins, Dunya W. Spricigo, que atualmente ocupa o cargo de Diretora Jurídico da ABC, também comemorou a data. ‘Gostaria de parabenizar a Associação Brasileira de Criminalística por seus 45 anos. Como membro da Diretoria, acompanho diariamente a luta da entidade para o crescimento da Polícia Científica em todo o Brasil. Apoiando as entidades representativas estaduais e a gestão máxima dos órgãos periciais em suas demandas judiciais e administrativas, a ABC tem cumprido muito bem sua missão de fortalecer as categorias e dar maior visibilidade ao imprescindível trabalho da Perícia Oficial’, destacou a Perita.

Já o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Tocantins (Sindiperito) e vice-diretor Jurídico da ABC, Silvio Jaca, lembrou que ‘a ABC está a 45 anos atuando na defesa da Perícia Oficial Criminal e dos Peritos de todo o Brasil. É a instituição de maior prestígio nessa área no País e o Sindiperito tem orgulho em fazer parte dessa instituição não apenas como associado, mas também com membros ativos na sua diretoria que colaboraram diariamente para uma Perícia cada vez melhor, mais eficiente e reconhecida pela população a que serve’, afirmou o presidente.

História da ABC

As articulações e decisão para a efetiva a criação da Associação Brasileira de Criminalística - ABC aconteceram por ocasião da realização do III Congresso Nacional de Criminalística, em Porto Alegre (RS), no ano de 1975. Durante aquele evento, alguns dos Peritos Oficiais se reuniram e planejaram a criação formal da ABC para o ano de 1977, quando deveria ocorrer o IV Congresso Nacional de Criminalística, cuja cidade escolhida para sediar foi Brasília, por apresentar as facilidades políticas para tal evento. 

Dessa forma, no dia 22 de setembro de 1977, durante o IV Congresso Nacional de Criminalística nascia formalmente a ABC, tendo como primeiro Presidente o Dr. José de Carvalhedo Neto, de saudosa memória, Perito Criminal Federal, à época Diretor-Geral do Instituto Nacional de Criminalística. 

Ressalte-se que a ABC tinha como principais objetivos estatutários, o desenvolvimento da atividade pericial, enfocando basicamente só os aspectos técnico-científicos. Compreensível para a época, tendo em vista o regime ditatorial vivido, cuja atividade político-classista no serviço público era extremamente obstaculizada.

Conforme se verifica, a ABC preocupou-se, até aquela época, quase que exclusivamente de trabalhos técnicos. Com o advento do Congresso Constituinte, alguns peritos oficiais que exerciam alguma liderança, perceberam a necessidade da participação político-classista, buscando o reconhecimento da importância da Perícia Oficial, quando então surgiram as primeiras discussões sistemáticas para buscar objetivamente a separação da Perícia Oficial da Polícia Civil Sob a égide dos ventos democráticos, alguns peritos resolveram empreender um trabalho de mudança nos rumos políticos da ABC, quando em São Paulo, durante a realização do IX Congresso Nacional de Criminalística, assumiu a presidência o Perito Criminalístico de Goiás, o Dr. Antenor José de Pinheiro Santos, apoiado por várias lideranças dos peritos.